Preço do Petróleo sobe após reunião da Opep+ e os últimos destaques

RESUMO DOS MERCADOS

   Cotação  Dia Semana Mês Ano
Ibovespa (pts)100.097,800,42%1,76%0,73%-13,45%
Dólar PTAX (R$)5,25930,12%-0,49%-3,87%30,49%
DI Jan 2025 (bps)6,02%-9411-43
S&P 500 (pts)3.357,01-0,84%0,48%-4,09%3,91%

BRASIL EM FOCO
DESTAQUES: o pregão de ontem se descolou do exterior. A valorização das ações da Vale (+1,82%) e da Petrobrás (PETR4 +1,93% e PETR3 +2,23%), garantiram um dia positivo, mas com o avanço limitado pelo risco fiscal ainda no radar dos investidores. A alta da Petrobras teve relação ao movimento do contrato Brent para novembro, que subiu 2,55%, a US$ 43,30, após a Opep+ anunciar cumprimento dos cortes de produção. 

DEPOIMENTO DE BOLSONARO NO STF: o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello suspendeu, nesta quinta-feira (17), a tramitação do inquérito que avalia se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir na Polícia Federal. Agora, cabe ao presidente da corte, ministro Luiz Fux, marcar o dia do julgamento no plenário. (CNN )

REFORMAS ESTRUTURAIS: o líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR), disse em uma live que, de fato, o Congresso foi autorizado a incluir na PEC do Pacto Federativo um “Bolsa Família ampliado” e que os recursos vão vir da desindexação e da desvinculação de receitas. A meta do governo é aprovar o pacto e a reforma tributária no Senado e na Câmara, respectivamente, até 15 de outubro. Essas seriam as prioridades do governo no momento. Dessa forma, ambos teriam a tramitação finalizada em 2020. Barros ainda afirmou que o governo está atrasado em enviar suas contribuições para a reforma tributária e que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), quer deixar o projeto “como legado de sua gestão “. O líder disse que o novo imposto sobre transações digitais deve ser enviado como alternativa para a desoneração da folha de pagamentos de forma geral, que o benefício possa ser ampliado a todos os setores, e o Congresso não derrube o veto presidencial que prorrogaria a desoneração apenas para 17 setores. (Poder 360)

PRIVATIZAÇÕES: o presidente Jair Bolsonaro disse ontem, em sua live semanal, que o Banco do Brasil, a Caixa e a Casa da Moeda não serão privatizados em seu governo. (Valor)   

CORONAVÍRUS NO BRASIL: o país ultrapassou os 4,45 milhões de casos confirmados e 134,9 mil óbitos, em decorrência da Covid-19. (Ministério da Saúde)


OBSERVATÓRIO INTERNACIONAL 
DESTAQUES EXTERNOS: os índices nos EUA fecharam todos em queda com a interpretação de que a decisão do FOMC de manter os juros baixos por pelo menos três anos resulte em uma perspectiva ainda mais negativa sobre o desempenho da economia americana nos próximos anos.

REPERCUSSÃO DA REUNIÃO DO FOMC: nos EUA, a queda das ações de empresas de tecnologia se estendeu por mais um dia. A queda veio depois que os formuladores de políticas do Fed se comprometeram a manter as taxas de juros baixas até a média de inflação ficar acima de 2%, mas sem fornecer novos detalhes sobre os planos do banco central para a recompra de títulos. Os agentes de mercado esperavam um maior compromisso com a extensão do quantitative easing (QE).  (Bloomberg)

DADOS ECONÔMICOS NOS EUA: na semana passada foram registrados 860 mil novos pedidos de seguro-desemprego nos EUA. As expectativas do mercado apontavam para 850 mil. (WSJ)

PETRÓLEO: os preços do petróleo subiram mais de 2% na quinta-feira, em consequência da reunião da OPEP e seus aliados que disseram que o grupo produtor iria reprimir os países que não cumprissem os cortes na produção. A OPEP+ planeja inclusive realizar uma reunião extraordinária em outubro se os mercados de petróleo enfraquecerem ainda mais.  (Reuters)

CORONAVÍRUS: no mundo, o número de casos confirmados já é superior a 30 milhões e os óbitos somam 946 mil. Os novos surtos na Europa vêm chamando a atenção com o risco de que novos bloqueios sejam impostos ao trânsito de pessoas entre os países. Nos EUA, os infectados ultrapassaram os 6,67 milhões e as mortes chegaram a 197,6 mil. (Johns Hopkins)

HOJE: na Ásia, os mercados fecharam em alta, com destaque para o Shanghai Shenzhen CSI 300 Index que teve alta de 2,25%, com a perspectiva de novas medidas de estímulo por parte do governo chinês. Os índices na Europa operam sem direção definida, na ausência de um catalisador forte. Os futuros de Wall Street também são negociados entre leves ganhos e perdas.

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