Segunda etapa da reforma tributária e os últimos destaques

RESUMO DOS MERCADOS

   Cotação  Dia Semana Mês Ano
Ibovespa (pts)96.990,80-1,32%-1,32%-2,39%-16,13%
Dólar PTAX (R$)5,44402,93%2,93%-0,50%35,07%
DI Jan 2025 (bps)6,32%-3-341-13
S&P 500 (pts)3.281,06-1,16%-1,16%-6,26%1,56%

BRASIL EM FOCO
DESTAQUES: a semana se iniciou com o escândalo envolvendo bancos internacionais e o medo de novas medidas de isolamento social na Europa impactando os preços dos ativos lá fora. Por aqui, esses ruídos foram potencializados pela questão política com o risco fiscal mais uma vez no radar. Na mínima durante o dia, o Ibovespa chegou aos 95.820 pontos.

RELATÓRIO FOCUS: as expectativas do mercado para o crescimento da economia brasileira melhoraram com o PIB recuando 5,05% no fim de 2020. O número do IPCA também teve alta, com a inflação sendo estimada em 1,99%. Outro dado importante é que para 2021, mais uma vez, os economistas estão projetando juro real negativo, com a meta da taxa Selic em 2,5% e o IPCA em 3,01%. (BCB)

REFORMA TRIBUTÁRIA: o governo deve apresentar ainda esta semana a segunda etapa de sua proposta de reforma tributária, com a criação de uma contribuição sobre transações, nos moldes da extinta CPMF. A ideia é que indicando uma nova fonte de receita seja possível desonerar a folha de salários das empresas de modo mais amplo. No dia 30 de setembro, está prevista a votação do veto presidencial à desoneração da folha de 17 setores e há risco de derrota considerável que o governo busca evitar. A alíquota do novo imposto seria de 0,20% e incidiria sobre todas as transações financeiras e teria um período de transição de seis anos. A ideia foi apresentada pelo líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR), a investidores na semana passada. (Valor / O Globo)

REFORMA ADMINISTRATIVA: após o governo enviar o texto da reforma administrativa para o Congresso, servidores e associações que representam categorias desses funcionários têm se organizado para fazer frente à iniciativa. O objetivo é barrar ao menos três pontos do texto: fim da estabilidade, mudança no regime de contratação e o chamado “vínculo de experiência”, que é uma espécie de estágio probatório. (Poder 360 )

CORONAVÍRUS NO BRASIL: o país ultrapassou os 4,56 milhões de casos confirmados e 137,2 mil óbitos em decorrência da Covid-19. (Ministério da Saúde)


OBSERVATÓRIO INTERNACIONAL 
 DESTAQUES EXTERNOS: o ressurgimento do surto de Covid-19 na Europa, a questão do envolvimento de bancos com práticas ilícitas, e ainda a disputa política sobre a indicação à Suprema Corte americana ditaram o tom negativo do primeiro pregão da semana. No fim do dia, no entanto, a recuperação nas ações da Apple (+3,03%) e da Microsoft (+1,07%) ajudaram os índices a moderar as perdas.

SUPREMA CORTE EUA: os republicanos do Senado estão trabalhando para que o presidente Donald Trump indique a substituta da juíza da Suprema Corte Americana, Ruth Bader Ginsburg, antes das eleições de novembro. Segundo pessoas próximas ao presidente, ele está inclinado a favor de Amy Coney Barrett. (Bloomberg)

RECUPERAÇÃO ECONÔMICA: a economia da Alemanha pode apresentar um resultado melhor do que o esperado. A revisão dos indicadores aponta que o produto interno bruto deve encolher 5,2% neste ano, conforme projetou o instituto Ifo, mais otimista do que sua estimativa anterior de queda de 6,7% e da previsão do Bundesbank de 7,1%. (Reuters)

CORONAVÍRUS: o governo do Reino Unido recomendou que as pessoas trabalhassem em casa, se possível. O número de mortes ligadas à Covid-19 na Inglaterra e no País de Gales aumentou pela primeira vez desde abril. Nos EUA os infectados ultrapassaram os 6,86 milhões e as mortes chegaram a 199,9 mil. No mundo, o número de casos confirmados é de 31,34 milhões e os óbitos somam 965 mil. (Johns Hopkins / Bloomberg)

HOJE: na Ásia, os mercados fecharam sem direção definida. Os índices na Europa operam em alta, recuperando parte das perdas do pregão de ontem. Os futuros de Wall Street também apontam para uma abertura positiva. Hoje tem a divulgação da ata do Copom.

Um comentário em “Segunda etapa da reforma tributária e os últimos destaques

Deixe uma resposta