Primeiro debate entre Donald Trump e Joe Biden e os últimos destaques

RESUMO DOS MERCADOS

   Cotação  Dia Semana Mês Ano
Ibovespa (pts)93.580,40-1,15%-3,52%-5,83%-19,08%
Dólar PTAX (R$)5,65281,20%1,55%3,32%40,25%
DI Jan 2025 (bps)6,57%-8366612
S&P 500 (pts)3.335,47-0,48%1,12%-4,71%3,24%

BRASIL EM FOCO
DESTAQUES: os mercados no Brasil continuam reagindo negativamente ao aumento da percepção de risco quanto à questão fiscal e a uma possível tentativa de drible do teto dos gastos com a implementação do Renda Cidadã.

RENDA CIDADÃ: o ministro Paulo Guedes, em conversa com pessoas próximas, teria dito que a solução encontrada pelos aliados do governo para bancar o Renda Cidadã não era a melhor, mas que foi a possível, dado o cenário. Segundo um dos aliados de Guedes, haveria entre os políticos quem defendesse que os gastos com o programa social ficariam de fora do teto. (CNN)

QUESTÕES AMBIENTAIS: o tema do Meio Ambiente vem ganhando relevância ainda maior, principalmente nas relações exteriores e de comércio do Brasil e se tornou pauta inclusive no debate entre Donald Trump e Joe Biden. Em um trecho, Biden comentou sobre uma proposta de levantamento de recursos para a preservação do bioma. Ele disse que: “a Floresta Amazônica no Brasil está sendo destruída, arrancada. Mais gás carbônico é absorvido ali do que todo o carbono emitido pelos EUA. Eu tentarei ter a certeza de fazer com que os países ao redor do mundo levantem US$ 20 bilhões e digam (ao Brasil): Aqui estão US$ 20 bilhões, pare de devastar a floresta. Se você não parar, vai enfrentar consequências econômicas significativas”.  (O Globo)

REFORMA TRIBUTÁRIA: hoje (30) deve ser votado no Congresso o veto presidencial sobre a prorrogação da desoneração da folha de pagamento de 17 setores até 2021. Como a proposta do ministro Paulo Guedes da “nova CPMF” foi abortada, sem contrapartida, os parlamentares podem derrubar o veto, impondo nova derrota ao governo e à agenda econômica. Alguns deputados já avaliam, que se o governo decidir encaminhar uma nova proposta será  após as eleições municipais. Na segunda-feira (28), o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), afirmou que o Planalto só deve apresentar o texto caso haja 340 votos favoráveis. ( Folha)

CORONAVÍRUS NO BRASIL: o país ultrapassou os 4,77 milhões de casos confirmados e 143 mil óbitos em decorrência da Covid-19. (Ministério da Saúde)


OBSERVATÓRIO INTERNACIONAL 
DESTAQUES EXTERNOS: os índices acionários em Nova York encerraram a terça-feira em queda. As incertezas relacionadas aos estímulos fiscais nos Estados Unidos e a espera do debate entre os candidatos à presidência do país ficaram no radar.

DEBATE PRESIDENCIAL NOS EUA: o primeiro debate na TV deste ano foram marcados por troca de farpas entre os candidatos e um tom bastante agressivo. Diversos temas foram abordados como o voto por correspondência, questões ambientais, pandemia, economia e racismo. Um dos pontos da estratégia de Trump para demonstrar força foi interromper a fala de Biden inúmeras vezes. Isso contudo, pode ter tido um efeito reverso afastando parte de um eleitorado que Trump precisa atrair para se reeleger: o voto dos mais instruídos, de mulheres e de moradores dos subúrbios ricos americanos. Segundo pesquisa da CNN americana, para 60% dos espectadores, Joe Biden se saiu melhor do que Donald Trump, O republicano foi o vencedor da noite para 28%. (CNN / Bloomberg)

PACOTES DE ESTÍMULOS: há poucos sinais de progresso no acordo de um novo pacote de estímulo depois das conversas de ontem entre a presidente da Câmara Nancy Pelosi e o secretário do Tesouro Steven Mnuchin. Pelosi diz que está esperando a contra-oferta de Mnuchin. Os negociadores têm novo encontro marcado para hoje.(Bloomberg)

DISPUTA EUA-CHINA: a Huawei, com a aprovação do Conselho de Estado, estaria se preparando para lançar uma investigação antitruste contra a Alphabet. A alegação dos chineses é que a Google alavancou o domínio de seu sistema operacional Android sufocando a concorrência. (Reuters

CORONAVÍRUS: um teste para Covid-19 da Becton Dickinson, que aponta o resultado em 15 minutos, foi liberado para uso em países que aceitam a marcação CE da Europa. O número de mortos pela doença no mundo ultrapassou a marca de 1 milhão e os casos confirmados somam 33,7 milhõesNos EUA os infectados são 7,19 milhões e os óbitos chegaram a 206 mil. (Bloomberg / Johns Hopkins)

HOJE: na Ásia, os mercados fecharam sem direção definida. Os índices na Europa operam no negativo, assim como os futuros de Wall Street. Hoje sai a terceira leitura do PIB do segundo trimestre dos EUA e deve ser votado no Congresso brasileiro o veto de Bolsonaro à desoneração da folha. 

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