produção industrial cresce 3,2% e os últimos destaques

RESUMO DOS MERCADOS

   Cotação  Dia Semana Mês Ano
Ibovespa (pts)94.015,70-1,53%-3,08%-0,62%-18,70%
Dólar PTAX (R$)5,64640,04%1,43%0,10%40,09%
DI Jan 2025 (bps)6,82%29614037
S&P 500 (pts)3.348,44-0,96%1,52%-0,43%3,64%

BRASIL EM FOCO

DESTAQUES: os ruídos políticos em Brasília, o mercado no exterior e a queda no preço do petróleo contribuíram para um dia negativo para o índice brasileiro. As ações ON e PN da Petrobras, que representam cerca de 9% da carteira do Ibovespa, caíram 3,86% e 4,18%, respectivamente, com a queda de 4,22% do Brent para dezembro, que estava cotado a US$ 39,27 o barril.

RENDA CIDADÃ: para financiar o Renda Cidadã, o governo estuda extinguir o desconto de 20% concedido automaticamente a contribuintes que optam pela declaração simplificada do Imposto de Renda da pessoa física. O direito às deduções médicas e educacionais seriam mantidos. Segundo técnicos do Ministério da Economia, somente com essa medida, o benefício mensal médio do Bolsa Família poderia ser ampliado de R$ 190 para valores entre R$ 230 e R$ 240. Por se tratar de uma renúncia de receita, o fim desse benefício ampliaria a arrecadação do governo, mas não abriria espaço no teto de gastos. Portanto, o problema de financiamento do programa seria resolvido apenas parcialmente. (Folha)

BRIGA ENTRE MINISTROS: o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, na sexta-feira (02), criticou Paulo Guedes ao dizer que ele é um grande vendedor, muito bom na macroeconomia, mas fraco em questões microeconômicas. Teria sido Guedes quem propôs o uso dos precatório e do Fundeb para o financiamento do Renda Cidadã e gerado ainda mais desentendimentos. Marinho afirmou que o possível substituto do Bolsa Família vai sair, resta saber se será da melhor maneira ou da pior — o que foi interpretado como uma disposição do governo de violar a regra do teto de gastos. Ao tomar conhecimentos dos comentários, Guedes rebateu as críticas, chamando o colega de despreparado, desleal e fura-teto e disse que “[…] você furar teto para fazer política, para ganhar eleição, para garantir, isso é irresponsável com as futuras gerações. Isso é mergulhar o Brasil no passado triste, de inflação alta“.  (Folha)

RECONCILIAÇÃO GUEDES E MAIA: em um jantar que deve acontecer hoje (05) na casa do ministro do TCU Bruno Dantas, senadores e outros membros do TCU devem buscar um entendimento entre Paulo Guedes e Rodrigo Maia. A pauta do reencontro passará pela tentativa de levar Guedes a desinterditar o debate sobre a reforma tributária e, por outro lado, fazer com que Maia aceite alguma tributação extra para financiar a desoneração da folha e o programa de renda básica. O ministro da Economia teme o protagonismo do presidente da Câmara na reforma tributária, enquanto este receia que o tema perca a prioridade se a votação de qualquer novo imposto entrar na pauta. Uma reconciliação entre Maia e Guedes permitiria a união de ambos para convencer o presidente Jair Bolsonaro a cortar benefícios como o “vale alimentação” e o “auxílio creche” de servidores que ganhem mais de R$ 5 mil. ( Valor)

VAGA NO TCU:  o ministro Jorge Oliveira que estava sendo cotado para o STF, deve ficar com vaga que será aberta com a aposentadoria de José Mucio Monteiro no TCU. Mucio avisou que se aposentará no dia 31 de dezembro, mas  vai protocolar o pedido nesta semana. (O Globo) Jorge Oliveira trabalhou de 2003 a 2018 no Congresso Nacional, tendo sido assessor parlamentar da Polícia Militar do Distrito Federal, assessor jurídico do então deputado federal Jair Bolsonaro e assessor jurídico e chefe de gabinete do deputado federal Eduardo Bolsonaro. 

PRODUÇÃO INDUSTRIAL: a produção industrial cresceu 3,2% em agosto de 2020, frente a julho, na série com ajuste sazonal. Mesmo com quatro altas consecutivas, o indicador ainda não recuperou totalmente as perdas e acumula recuou de 8,6% no ano e de 5,7% em doze meses. (IBGE)

CORONAVÍRUS NO BRASIL: o país ultrapassou os 4,9 milhões de casos confirmados e 146,3 mil óbitos em decorrência da Covid-19. (Ministério da Saúde)


OBSERVATÓRIO INTERNACIONAL 

DESTAQUES EXTERNOS: em Wall Street, a notícia que Trump testou positivo para o novo coronavírus, os dados fracos do emprego e o impasse sobre novos estímulos fiscais levaram as bolsas a fecharem em queda, na sexta-feira. Contudo, o acumulado da semana foi positivo.
ELEIÇÕES AMERICANAS: a um mês das eleições, Trump passou o final de semana no hospital sendo tratado de Covid-19. Joe Biden por sua vez testou negativo duas vezes para o vírus. Na última pesquisa nacional Wall Street Journal / NBC News realizada após o debate de terça-feira, mas antes de o presidente ser diagnosticado, Biden liderou Trump por 53% a 39%. Esses 14 p.p. de vantagem é a sua maior margem na campanha presidencial. ( Bloomberg)

PACOTE DE ESTÍMULOS: a votação do pacote extra de ajuda econômica nos EUA fica ainda mais prejudicada com três importantes Senadores republicanos também diagnosticados com Covid-19. O líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, anunciou no fim de semana que o Senado estaria sem sessão até 19 de outubro, sugerindo que ele não vê um acordo iminente sobre o projeto, após uma semana de negociações entre Nancy Pelosi, presidente da Câmara, e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.  (Reuters)

DESEMPREGO:  a economia dos EUA criou 661.000 empregos em setembro, o que indica que as contratações estão aumentando, mas em um ritmo mais lento do que o esperado. A expectativa do mercado era de 875 mil novas vagas no mês. A taxa de desemprego caiu para 7,9%. Em fevereiro, antes da pandemia esse número era de 3,5%. No pico em abril chegou a 14,7%. (WSJ)

CORONAVÍRUS: o número de mortos pela doença no mundo ultrapassou os 1,03 milhão e os casos confirmados somam 35,2 milhõesNos EUA os infectados são 7,4 milhões e os óbitos chegaram a 209,7 mil.  (Johns Hopkins)

HOJE: na Ásia os mercados fecharam no positivo e o feriado continua na China. Os índices na Europa também operam com um viés de alta, assim como os futuros de Wall Street. O preço petróleo sobe, perto de 4%.

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