Possível desmembramento do Ministério da Economia e os últimos destaques

RESUMO DOS MERCADOS

   Cotação  Dia Semana Mês Ano
Ibovespa (pts)95.526,30-0,09%1,61%0,98%-17,40%
Dólar PTAX (R$)5,60181,47%-0,79%-0,69%38,98%
DI Jan 2025 (bps)6,67%-1-152522
S&P 500 (pts)3.419,451,74%2,12%1,68%5,84%

BRASIL EM FOCO

DESTAQUES: os ruídos e incertezas quanto ao regime fiscal fizeram com que a bolsa aqui no Brasil se descolasse do desempenho positivo das ações nos EUA e terminasse o dia em leve queda. 

TETO DOS GASTOS E AUXÍLIO EMERGENCIAL: o ministro da Economia, Paulo Guedesreiterou que o estado de calamidade decretado em função da pandemia termina em dezembro e negou haver articulação para prorrogar o auxílio emergencial no início do ano que vem. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, por sua vez, reafirmou  que não existe mágica que permita fazer mais gastos num país que tem situação fiscal frágil, sem comprometer as bases do crescimento econômico.

RENDA CIDADÂ: a proposta de cortar salários acima do teto de R$ 39,3 mil do funcionalismo público é insuficiente para financiar uma ampliação significativa do Bolsa Família, pois geraria uma economia de R$ 1 bilhão e o Renda Cidadã, nos moldes pretendidos por Bolsonaro, precisaria de um espaço no teto dos Gastos de pelo menos R$ 20 bi. (Folha)

LAVA JATO: o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira que: “´é um orgulho, uma satisfação que eu tenho a dizer para essa imprensa maravilhosa nossa que eu não quero acabar com a Lava Jato, eu acabei com a Lava Jato, porque não tem mais corrupção no governo“. Essa fala ocorre em um momento em que Bolsonaro é criticado por sua base de apoio, por estar se aproximando cada vez mais de parlamentares do Centrão investigados pela Lava Jato, inclusive aceitando a indicação de Kassio Nunes para o STF, que possui uma posição critica à operação. (CNN)
RECUPERAÇÃO ECONÔMICA: segundo novas projeções do Institute of International Finance (IIF) o Brasil, e vários outros países devem demorar mais para se recuperarem. Isso porque além de a pandemia ter afetado todo o planeta e levado à paralisação dos setores industriais e de serviços, nesse momento, diferentemente da crise de 2008-2009, a China não está bancando programas de recuperação baseados em grandes investimentos em infraestrutura e vem concentrando recursos para ampliar créditos ao consumo, o que demandará mais alimentos e menos produtos minerais. (Folha)

SUPERMINISTÉRIO: o governo estaria preparando um possível desmembramento do Ministério da Economia. Quando assumiu, Paulo Guedes passou a comandar o que antes eram os Ministérios da Fazenda; Planejamento; Trabalho; e Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Essa divisão, porém, será feita por etapas, se iniciando pela Previdência e Trabalho. Para Guedes, como essas áreas já tiveram suas reformas aprovadas em 2019 e no governo Temer, a reversão dessa fusão não seria tão dramática. (Poder 360)

CORONAVÍRUS NO BRASIL: o país ultrapassou a marca dos 5 milhões de casos confirmados e 148,2 mil óbitos em decorrência da Covid-19. (Ministério da Saúde)


OBSERVATÓRIO INTERNACIONAL

 DESTAQUES EXTERNOS: em Wall Street, após a forte queda de terça, as ações se recuperaram com a perspectiva de que Trump endossará mais estímulos, ainda que direcionados a setores específicos. 

DEBATE DOS VICES: em um debate bem menos caótico do que o dos cabeças de chapa, na noite de ontem, diversos assuntos foram abordados como economia, pandemia, saúde, impostos, mudanças climáticas. racismo, entre outros. Entre os assuntos que os candidatos evitaram, Kamala Harris não respondeu se Biden aumentaria o número de assentos na Suprema Corte se a nomeada de Trump, Amy Coney Barrett, for confirmada. Já Mike Pence evitou responder sobre um compromisso com a transferência pacífica de poder caso Trump perca as eleições. (O Globo). The New York Times fez uma checagem de fatos, apontando os trechos em que ambos distorceram ou retiraram do contexto suas falas. 

TRUMP COM COVID-19: em um vídeo postado no Twitter, Donald Trump disse que “eu acho que foi uma bênção de Deus que eu peguei. Isso foi uma bênção disfarçada ”, acrescentando que o uso de um medicamento experimental da Regeneron Pharmaceuticals lhe permitiu experimentar em primeira mão como ele poderia ser eficaz. Ele prometeu disponibilizar o tratamento gratuitamente, mas não informou como o faria ou quem pagaria os custos dos tratamentos. 

ATA DO FOMC: a ata da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) de 15 e 16 de setembro, divulgada ontem (07), mostrou que “alguns participantes também observaram que em reuniões futuras seria apropriado avaliar e comunicar como o programa de compra de ativos do Comitê poderia melhor apoiar” os objetivos do duplo mandato do Fed. Esse trecho indica que talvez os membros do comitê estariam abertos para alterar ou aumentar as compras – inclusive antes do final do ano – como uma forma de impulsionar a recuperação da economia. A próxima reunião será de 4 a 5 de novembro, um dia após a eleição presidencial dos EUA. (Bloomberg)

CORONAVÍRUS: o número de mortos pela doença no mundo ultrapassou os 1,05 milhão e os casos confirmados somam 36,2 milhõesNos EUA os infectados são 7,5 milhões e os óbitos chegaram a 211,8 mil.  (Johns Hopkins)

HOJE: na Ásia, os mercados fecharam em alta, à exceção do Hang Seng, índice de Hong Kong que registrou leve queda. Na China, os mercados continuam fechados em função do feriado. Os índices na Europa operam em alta, assim como os futuros de Wall Street apontam para uma abertura levemente positiva, com os pedidos iniciais de seguro-desemprego no radar.  Hoje também saem os dados das vendas no varejo no Brasil, a ata do BCE e, à noite, serão divulgados os dados do PMI de serviços e composto da China.

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