Divulgação de balanços ocorre esta semana e os últimos destaques

Segunda-feira, 26 de outubro de 2020

RESUMO DOS MERCADOS

Cotação DiaSemanaMêsAno
Ibovespa (pts)101.259,80-0,65%3,00%7,04%-12,44%
Dólar PTAX (R$)5,61200,54%-0,19%-0,51%39,24%
DI Jan 2025 (bps)6,60%17-21815
S&P 500 (pts)3.465,390,34%-0,53%3,04%7,26%

BRASIL EM FOCO

DESTAQUES

Em dia de correção, após altas consecutivas, o Ibovespa fechou em queda, mas sem afetar o resultado da semana, a terceira com o acumulado positivo. A aparente calmaria na política vem contribuindo para uma percepção de uma agenda mais construtiva quanto às contas públicas, e habitual ruído de Brasília vem cedendo espaço para os resultados corporativos que ganham força nesta semana. 

AGENDA DE RESULTADOS

Se inicia uma semana com divulgação intensa de balanços. Entre os principais nomes, destacamos que hoje sai o resultado da estreante Petz. Na terça (27), Santander dá largada entre os grandes do setor bancário, além de Localiza, Cielo, e Raia Drogasil. Já Bradesco, Gerdau, Petrobras, Vale e Pão de Açúcar informam seus dados todos no dia 28. Ambev, Suzano, Usiminas e Lojas Americanas ficam para o dia 29. Na sexta, o mercado aguarda pelos demonstrativos de Gol.

IPCA-15

Na sexta, o IBGE divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve alta de 0,94% em outubro, 0,49 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada em setembro (0,45%) e maior resultado para um mês de outubro desde 1995. A mediana das projeções coletadas pelo Valor Data era de 0,82%. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,31% e, nos últimos 12 meses, a variação acumulada foi de 3,52%. (IBGE)

DISPUTA ENTRE MINISTROS

Na quinta-feira (22) Ricardo Salles, Ministro do Meio Ambiente, acusou o general Luiz Eduardo Ramos da Secretaria de Governo, adotar uma postura de “maria fofoca” e de ser a fonte de uma matéria contra o próprio Salles. Ramos não respondeu diretamente aos ataques. Em mensagem publicada ontem nas redes sociais, o ministro tentou reforçar, porém, a aproximação do presidente Bolsonaro e as Forças Armadas. Presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP), o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o líder do governo na Câmara Ricardo Barros (PP-RS) se solidarizaram com o Ramos e criticaram o ministro do Meio Ambiente. Salles tem o apoio dos filhos do presidente e da “ala ideológica do governo” que estariam pressionando para que Jair Bolsonaro trocasse o responsável pela articulação política. (Valor / Folha)

LEGISLATIVO

O Senado está em recesso informal, volta só na 1ª semana de novembro. A Câmara tem votações marcadas, mas apenas as eleições para integrantes de conselhos federais devem ser realizadas. É provável que nenhum projeto de lei ou  MP seja analisado . Um PL de interesse do governo que está em pauta é o PL 199 de 2020 que institui o Programa de Estímulo ao Transporte por Cabotagem, ou BR do Mar. O Centrão, contudo,  planeja obstruir a votação. A  Arthur Lira (PP-AL) e seus aliados estão descontentes com a indefinição sobre a presidência da CMO (Comissão Mista de Orçamento). Lira indicou o nome da deputada Flávia Arruda (PL-DF), enquanto Rodrigo Maia (DEM-RJ) já teria um acordo, desde o início do ano, que Elmar Nascimento (DEM-BA) chefiaria a CMO. A composição da mesa da Comissão do Orçamento é considerada uma prévia da disputa de forças pela presidência das casas em fevereiro de 2021. (Poder 360)

CORONAVÍRUS NO BRASIL

O país ultrapassou os 5,39 milhões de casos confirmados e 157 mil óbitos em decorrência da Covid-19. (Ministério da Saúde)


OBSERVATÓRIO INTERNACIONAL 

DESTAQUES EXTERNOS

Os índices de Wall Street fecharam o dia sem direção única, mas encerraram a semana no negativo, com o tema do pacote fiscal dominando o noticiário a poucos dias das eleições.

PACOTE DE ESTÍMULOS

A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, disse que está esperando outra contraproposta do secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, nesta segunda-feira. Pelosi e o chefe de gabinete da Casa Branca, Mark Meadows, se acusam mutuamente de “mover as traves” nas negociações. Durante o final de semana pouco progresso foi feito e é pouco provável que saia uma votação antes das eleições de 03 de novembro. ( Bloomberg)

AMBIVALÊNCIA DE BIDEN

Apesar de uma pauta que tradicionalmente é bastante criticada por empresas e pelo mercado financeiro, os investidores estão encarando a perspectiva de uma Casa Branca democrata com ambivalência ou até alívio.  Mesmo com uma plataforma de impostos mais altos sobre corporações e investidores, ação agressiva para eliminar os combustíveis fósseis, sindicatos mais fortes e um papel maior do governo na saúde, o que o mercado está vendo em Biden é mais quem ele não é: Elizabeth Warren ou Bernie Sanders. Os pré-candidatos que perderam nas primária para Joe Biden eram considerados ainda mais prejudiciais os negócios. Além disso, a imprevisibilidade da política econômica de Trump é vista como negativa apesar dos benefícios tributários. O WSJ fez um compilado da percepção empresarial, contribuição para campanhas e possíveis impactos no déficit público por setor econômico.

CHINA

O presidente Xi Jinping falou, em uma reunião em Pequim, sobre o 14º plano quinquenal do país. O projeto se concentrará em inovação tecnológica, autossuficiência econômica e um ambiente mais limpo. Caso a China mantenha a trajetória de crescimento dos últimos anos, ela deverá se tornar a maior economia do mundo, ultrapassando os EUA na próxima década. (Bloomberg)

CORONAVÍRUS

Os EUA adicionaram mais de 85.000 infecções por coronavírus no domingo, uma nova alta batendo o recorde estabelecido no dia anterior. O chefe de gabinete do vice-presidente Mike Pence testou positivo para a doença.
E no país, os infectados já somam 8,63 milhões e os óbitos chegaram a 225 mil. Na Europa, o número de novas mortes e de infectados segue uma tendência de alta. No mundo, o número de casos ultrapassa os 43 milhões e 1,15 milhão de mortes. (Johns Hopkins / Financial Times)

HOJE

Na Ásia, os mercados fecharam sem direção definida. Os índices na Europa operam a maioria em queda. O maior recuo é do índice alemão DAX, puxada pela desvalorização de 20% da SAP. E os futuros de Wall Street também apontam para uma abertura negativa. O petróleo cai mais de 2%.

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