Eleições americanas têm judicialização e disputa acirrada em um país dividido e os destaques da semana

Panorama Semanal de 2 a 6 novembro*

DESTAQUES

As eleições presidenciais americanas dominam o noticiário e dão o rumo dos mercados. Até a manhã desta sexta-feira, a contagem dos votos ainda não havia terminado. O resultado mostra o democrata Joe Biden à frente, perto de se eleger, mas com pouca margem em relação ao presidente republicano Donald Trump – que entrou com ações judiciais em vários estados e questiona a lisura na apuração. Além de eleger o ocupante da Casa Branca, os EUA estão definindo a nova composição do Congresso. O cenário atual mostra um país bem dividido.

ELEIÇÕES AMERICANAS

Iniciada de forma presencial na terça-feira, dia 03, mas com a votação pelos Correios desde a semana anterior, as eleições nos EUA estão sendo marcadas por polêmicas e desinformação nas redes, manifestações populares e acusações de Trump. No meio da semana, ele anunciou a sua “vitória” e disse que pediria a intervenção da Suprema Corte na contagem dos votos. O presidente afirma que está sendo “roubado” na apuração dos estados onde está em desvantagem e coloca em xeque valores democráticos. “Se os votos legais forem contados, vencerei facilmente”, disse Trump.

FOMC

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) manteve os juros dos EUA no intervalo entre 0% e 0,25% ao ano. Segundo o banco central americano, a economia do país vem se recuperando, mas está em um nível bem abaixo do que registrava antes da pandemia.

EUROPA

Em Londres, entrou em vigor o novo lockdown, para tentar impedir o avanço de casos de Covid-19. Assim, projetando expectativas ruins na economia no quarto trimestre, o Bank of England aumentou seu programa de quantitative easing (afrouxamento monetário) em 150 bilhões de libras.

Ainda na Europa, a Itália também adotou mais medidas restritivas. E um relatório da Comissão Europeia prevê que o PIB da zona do euro terá recuo de 7,8% este ano.

BRASIL

No Brasil, repercutiram as notícias sobre a ata do Copom, mostrando uma menor predisposição do Banco Central para novos cortes de juros, além de reforçar a âncora fiscal. 

A inflação medida pelo IPCA acelerou para 0,86% em outubro, com nova pressão nos preços dos alimentos, de acordo com o IBGE. A instituição também divulgou dados da produção industrial, que avançou 2,6% em setembro, na 5ª alta consecutiva.  

E o Senado aprovou o projeto de lei complementar que dá autonomia para o Banco Central, sem que a autoridade monetária esteja ligado a qualquer ministério. O projeto agora passará pela Câmara dos Deputados.

No Congresso, os parlamentares derrubaram o veto do presidente Jair Bolsonaro ao projeto que prorroga até 2021 a desoneração da folha de pagamento de empresas de 17 setores. Agora, com a manutenção do benefício, essas empresas seguem contribuindo para a Previdência com entre 1% e 4,5% da receita bruta, em vez de 20% sobre a folha. 

Na terça-feira, um ataque hacker ao sistema do STJ cancelou e paralisou as sessões de julgamento e o funcionamento operacional do tribunal. A PF investiga.

Influenciado pelas eleições americanas, o Ibovespa encerrou em alta de 2,95% no pregão desta quinta-feira, aos 100.751 pontos. O dólar caiu 1,91%, cotado a R$ 5,54, e acumula queda de 3,36% frente ao real. 

Obrigada, bom fim de semana e até o próximo Panorama Semanal.

*Dados atualizados até às 9h30 de 6/11

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