IBC-Br, sinalizador do PIB, registra alta de 1,29% e os últimos destaques

Segunda-feira, 16 de novembro de 2020

RESUMO DOS MERCADOS

Cotação DiaSemanaMêsAno
Ibovespa (pts)104.723,002,16%3,76%11,46%-9,45%
Dólar PTAX (R$)5,48541,40%-0,83%-4,96%36,10%
DI Jan 2025 (bps)6,68%-717-623
S&P 500 (pts)        3.585,151,36%2,16%9,64%10,97%

BRASIL EM FOCO

DESTAQUES

A semana foi de maior apetite ao risco no mundo todo. Contribuíram para a alta das bolsas globalmente a diminuição da incerteza quanto à eleição nos EUA e também o anúncio da eficácia da vacina da Pfizer. Essa melhoria na perspectiva econômica com o desenvolvimento de uma vacina vem levando um rotação de carteiras com a realização de lucros em ações que se beneficiaram com a pandemia e a busca por papéis que ainda estavam mais compridos como bancos, consumo e petroleiras.

IBC-Br

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado sinalizador do PIB, registrou alta de 1,29% em setembro sobre o mês anterior, acima da expectativa de avanço de 1%. Com isso, o indicador encerrou o período de julho a setembro com ganho recorde para a série histórica de 9,47% sobre os três meses anteriores. (BC)

ELEIÇÕES MUNICIPAIS

As eleições de domingo registraram recorde de abstenção, nas principais capitais do país esse número ultrapassou 30%. Uma outra característica deste ano foi um recuo em relação a tendência antipolítica que dominou a cena em 2018: nomes conhecidos da política local e os atuais gestores que foram bem avaliados em relação à condução da pandemia foram os dois grupos que mais se destacaram.A esquerda avançou em algumas capitais, as mais significativas são a ida para o segundo turno de Guilherme Boulos (PSol) em São Paulo, Manuela D’Ávila (PCdoB) em Porto Alegre e Marília Arraes (PT) no Recife. Dentre os candidatos apoiados abertamente por Bolsonaro, apenas o Marcelo Crivella no Rio de Janeiro chegou ao segundo turno. Celso Russomanno em São Paulo, Delegada Patrícia no Recife, Bruno Engles em BH e o Coronel Menezes em Manaus não conseguiram continuar na disputa pelas prefeituras de suas cidades. (O Globo)

CONGRESSO

Passadas as eleições municipais, a expectativa do governo é que o Congresso volte a se encontrar em Brasília e que sejam votadas pautas importantes. O ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) se encontra hoje (16) com os líderes do governo no Congresso. Para Rodrigo Maia, a votação da PEC Emergencial, que estabelece os gatilhos para o ajuste fiscal, deveria ser votada nesta semana no Senado. O Senador Márcio Bittar, relator da PEC, deve incluir apenas uma menção genérica ao Renda Cidadã no texto, sem indicar fontes ou prazos para o estabelecimento do programa. Na Câmara, a reunião de líderes que deve ocorrer amanhã (17) talvez abra uma via que possibilite destravar a disputa entre Rodrigo Maia e Arthur Lira sobre o comando da Comissão Mista de Orçamento. Essa indefinição, além de atrasar a votação do Orçamento de 2021, está paralisando as votações na Câmara. (Folha)

CORONAVÍRUS NO BRASIL

O país ultrapassou 5,86 milhões de casos confirmados e 165 mil óbitos em decorrência da Covid-19. (Ministério da Saúde )


OBSERVATÓRIO INTERNACIONAL 

DESTAQUES EXTERNOS

Os índices de Wall Street fecharam a sexta em alta e o S&P 500 anotou um novo recorde. A rotação das carteiras justifica a diferenças entre os ganhos na semana dos índices: o Dow Jones avançou 4,08% enquanto o Nasdaq recuou 0,55%. O anúncio da vacina da Pfizer, na segunda-feira passada, animou os investidores a migrarem das empresas de tecnologia para aquelas mais ligadas ao ciclo de crescimento econômico.

TRANSIÇÃO DE PODER NOS EUA

De forma privada, as pessoas próximas a Donald Trump dizem que o presidente está cada vez mais ciente de que não pode alterar o resultado da eleição. No Twitter, porém, Trump nega que esteja reconhecendo a vitória do adversário, pelo contrário, ele reafirma que ganhou as eleições. O ataque sistemático de Trump ao sistema eleitoral preocupa inclusive membros do seu próprio partido e pode criar uma desconfiança generalizada nos eleitores para as próximas eleições e até mesmo para a definição do Senado na Georgia em janeiro. (Bloomberg)

AMPLIAÇÃO DE INFLUÊNCIA CHINESA

A China obteve sucesso no domingo, com a concretização da Regional Comprehensive Economic Partnership (RCEP) após oito anos de negociações. China, Japão, Coreia do Sul, Austrália, Nova Zelândia e os 10 membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) assinaram o maior pacto de livre comércio do mundo, que abrange 1/3 da população global e está projetado para adicionar US$ 186 bilhões à economia mundial por meio da melhoria do comércio regional. O RCEP sela um acordo que exclui os Estados Unidos e Europa e amplia o domínio econômico de Pequim na região. O primeiro-ministro chinês Li Keqiang disse que a assinatura do RCEP foi “uma vitória do multilateralismo e do livre comércio”. A Índia ficou de fora do acordo, mas os membros reafirmaram que o pacto é aberto e que Nova Delhi pode aderir em um momento futuro. (South China Morning Post

CORONAVÍRUS

Nos EUA, muitos especialistas já estão chamando o recente surto de Covi-19 de 3º onda. As novas infecções ultrapassaram 177.224 na sexta-feira, estabelecendo um novo recorde diário com as mortes chegando a 1.300. O número de pessoas hospitalizadas, por sua vez, chegou a 69.455 no sábado. No mundo os casos ultrapassam os 54 milhões e 1,3 milhão de mortes. (WSJ /  Johns Hopkins / Financial Times)

HOJE

Na Ásia, os mercados fecharam em alta. Os índices na Europa, nesta manhã, operam no positivo. Os futuros nos EUA também apontam para uma abertura de ganhos. Hoje saem os dados do setor de serviços no Brasil.

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