Pfizer vai pedir autorização emergencial para produzir vacina e os destaques da semana

Panorama Semanal de 16 a 20 de novembro*

DESTAQUES

Os dois lados da mesma moeda: enquanto avança o otimismo em relação às vacinas contra Covid-19, que apresentaram ótimos resultados, avança também o número de casos da doença, com cidades adotando novamente restrições mais rígidas e avaliando a volta de lockdowns, com fechamento de escolas e comércio. No Brasil, em várias regiões, a capacidade hospitalar começa a se mostrar insuficiente para atender os infectados.

VACINA

A vacina da Pfizer, com a BioNTech, mostrou-se 95% eficaz, e a empresa vai pedir autorização emergencial para produzi-la. No Brasil, a farmacêutica disse ter apresentado ao governo uma proposta para vacinação para o primeiro semestre do ano que vem. 

A Moderna também anunciou eficácia em seu produto, de 94,5%. Já o laboratório AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, informou que sua vacina apresentou resposta imune no organismo, com segurança também para os idosos. 

Com a finalização dos testes, os próximos passos envolvem autorização dos órgãos reguladores, além dos desafios da distribuição. A expectativa é que, em meados de dezembro, já haja pelo menos uma vacina disponível.

Em outra frente, novos estudos mostram que a imunidade ao coronavírus pode durar por anos no organismo. 

O estado de São Paulo recebeu as primeiras 120 mil doses da CoronaVac, produzida pela chinesa Sinovac. A vacina induz uma resposta rápida, mas a quantidade de anticorpos tem ficado abaixo daquela que os infectados pela doença produzem. 

RECONHECIMENTO DO RESULTADO NOS EUA

Nos EUA, ainda em meio ao não reconhecimento da vitória de Joe Biden por Donald Trump, o democrata disse que mais pessoas podem morrer de Covid-19, devido à recusa do atual presidente de autorizar a transição presidencial. 

Em outra frente, é positiva a retomada do debate no Senado americano sobre a nova parcela do pacote trilionário de estímulos. 

ECONOMIA NO BRASIL

No Brasil, destaque para a alta da inflação. O IGP-M subiu 3% no mês, acumulando 24,2% em 12 meses. Mas o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que a alta é temporária.

A agência de risco Fitch reafirmou a nota do Brasil em BB-, em perspectiva negativa, em função da piora no déficit fiscal e incertezas nessa área.

AMAPÁ

No Amapá, a situação continua crítica, com um segundo apagão. Um juiz federal decidiu afastar a diretoria da Aneel e do ONS. 

ELEIÇOES MUNICIPAIS

As eleições municipais ganharam destaque nas cidades onde haverá segundo turno, sobretudo nas capitais. Em Rio e São Paulo, os primeiros debates já mostraram um tom mais agressivo dos candidatos. 

No pregão desta quinta-feira, o Ibovespa registrou alta de 0,52%, para 106.670 pontos. A cotação do dólar recuou 0,51%, para R$ 5,314.

Obrigada, bom fim de semana e até o próximo Panorama Semanal.

*Dados atualizados até às 9h de 20/11.

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