Vacinação no Brasil: ministro do STF dá prazo de 48 horas pra informe de datas e os últimos destaques

Segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

RESUMO DOS MERCADOS

Cotação DiaSemanaMêsAno
Ibovespa (pts)115.128,000,00%1,21%5,72%-0,45%
Dólar PTAX (R$)5,0691-0,32%-1,96%-4,93%25,77%
DI Jan 2025 (bps)5,90%-9-23-72-55
S&P 500 (pts)3.663,46-0,13%-0,96%1,16%13,40%

BRASIL EM FOCO 

DESTAQUES

O Ibovespa fechou, na sexta no zero a zero, mas na semana acumulou 1,21% de alta. O dólar vem cedendo e no mês já registra queda de quase 5%, enquanto o os juros futuros também recuam ao longo da curva. O DI para janeiro de 2025, em dezembro, caiu 72 bps.

VACINA

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 48 horas, neste domingo (13), para que o Ministério da Saúde informe as datas de início e término do plano nacional de operacionalização da vacinação contra a Covid-19, inclusive de suas fases de implantação. Esse plano de vacinação em massa, segundo o ministro Paulo Guedes, deve custar R$ 20 bilhões ao governo federal e os recursos necessários devem ser liberados em breve por uma Medida Provisória. O líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), defendeu que o governo disponibilizasse os recursos necessários para a campanha de vacinação ainda neste ano, para aproveitar as regras fiscais flexíveis vigentes em razão da pandemia. (G1 / Folha)

SERVIÇOS

Em outubro de 2020, o volume de serviços no Brasil avançou 1,7% frente a setembro, na série com ajuste sazonal. Foi a quinta taxa positiva seguida, acumulando alta de 15,8% no período. Esse resultado sucedeu quatro taxas negativas, entre fevereiro e maio, com perda acumulada de 19,8%. O acumulado no ano recuou 8,7% frente ao mesmo período de 2019. (IBGE)

APROVAÇÃO DO BOLSONARO

Uma pesquisa nacional do Datafolha feita por telefone nos dias 8 e 10 de dezembro, revela que o presidente Jair Bolsonaro mantém sua avaliação no melhor nível desde que começou o mandato. O percentual de brasileiros que acha o presidente ótimo ou bom é 37%. Aqueles que o veem como ruim ou péssimo oscilaram negativamente de 34% para 32% e os que avaliam como regular são 29% (eram 27%). A última pesquisa foi entre 29 e 30 de agosto. Também foi perguntado a nível de responsabilidade do presidente sobre as mortes decorrentes da pandemia e, para 52% dos entrevistados, Bolsonaro não tem culpa pelo total de óbitos pelo novo coronavírus no Brasil. (Folha)

MICHEL TEMER

Segundo notícia publicada pela Veja, Jair Bolsonaro estaria em conversas com o ex-presidente Michel Temer para assumir o Itamaraty. O movimento aproxima o MBD do governo, ao mesmo tempo em que, ao retirar Ernesto Araújo do Ministério das Relações Exteriores, melhora a posição do Brasil com os EUA  de Joe Biden e com a China. VEJA diz ainda que o governo estuda outras opções para Temer, como entregar-lhe uma embaixada em Portugal ou nos Estados Unidos. Interlocutores de Temer, contudo, disseram que ele não recebeu a sondagem como um convite real, mas que ele se sentiria “estimulado” a ajudar o País neste momento de crise. (Brazil Journal

AGENDA DO CONGRESSO

O Congresso Nacional pode votar, na quarta-feira (16), o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2021 (PLN 9/20). A sessão será dividida em duas etapas: uma para votação na Câmara dos Deputados, às 10 horas, e outra no Senado, às 16 horas. Também consta na pauta de quarta-feira o PLN 41/20, que incluiu R$ 4 bilhões em crédito adicional, neste ano, para o cumprimento de acordo entre a União e os estados, para compensar perdas com a desoneração do ICMS nas exportações, prevista na Lei Kandir. (Agência Câmara de Notícias)

CORONAVÍRUS NO BRASIL

O Brasil registrou 276 mortes por Covid-19 em 24 horas e chegou ao total de 181.419 óbitos, desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos sete dias foi de 637. A variação foi de +23% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de alta nos óbitos pela doença. O número de casos também avança. Já são 6.901.990 brasileiros infectados com o coronavírus, dos quais 21.395 confirmados no último dia. A média móvel de novos registros nos últimos 7 dias foi de 42.721. Já é o 11º dia em que esse valor está acima de 40 mil. (G1 / Ministério da Saúde)


OBSERVATÓRIO INTERNACIONAL 

DESTAQUES EXTERNOS

Os índices acionários em Nova York terminaram o dia sem direção única, com o Dow Jones subindo e o S&P 500 e Nasdaq em queda. Na semana, os três índices cederam com a indefinição sobre o pacote de estímulos e com os ruídos de um possível Brexit sem acordo também no radar.

PACOTE DE ESTÍMULOS NOS EUA

Após semanas sem progresso nas negociações, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, e o Secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, conversaram pelo telefone no domingo. A expectativa é que o grupo bipartidário de legisladores apresente hoje uma proposta em duas partes com US$ 908 bilhões em alívio da pandemia. O líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, sugeriu que o Congresso avance com um projeto de lei que não inclui as duas disposições mais polêmicas: proteção de responsabilidade para empregadores de ações judiciais relacionadas ao vírus e US$ 160 bilhões em ajuda para governos estaduais e locais. A ideia de fatiar o plano é para que possa ser considerado pelos líderes do Congresso e incluído em um projeto de lei de gastos do governo até 18 de dezembro. (Bloomberg)

COLÉGIO ELEITORAL

Os eleitores se reunirão em capitais estaduais nos EUA para votar formalmente em Joe Biden como o próximo presidente dos EUA, encerrando efetivamente a tentativa do presidente Donald Trump de reverter sua derrota de 3 de novembro. Os resultados das eleições mostram que Biden recebeu 306 dos 538 votos eleitorais disponíveis, excedendo os 270 necessários. Trump ficou com 232. Apesar dos eleitores poderem votar em alguém que não seja o vencedor do voto popular de seu estado, a grande maioria não contraria os resultados de seu estado e as autoridades não esperam nada diferente hoje. (Reuters)

BREXIT

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, concordaram em “go an extra mile” em busca de um acordo comercial pós-Brexit. O negociador-chefe da União Europeia, Michel Barnier, disse aos embaixadores dos 27 países membros da UE, nesta segunda-feira, que vê um caminho estreito para um acordo, embora seja difícil e grandes problemas permanecem. (Bloomberg)

HACKERS NOS EUA

Diversas agências governamentais federais, incluindo os departamentos do Tesouro e Comércio dos EUA, tiveram alguns de seus sistemas de computador violados como parte de uma ampla campanha global de espionagem cibernética que se acredita ser trabalho do governo russo, de acordo com autoridades e pessoas familiarizadas com o assunto. A embaixada russa em Washington negou a responsabilidade e disse que as alegações eram “tentativas infundadas da mídia dos EUA de culpar a Rússia”. ( WSJ)

CORONAVÍRUS

A vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Pfizer em parceira com a BioNTech é a primeira a obter a permissão do FDA para ser usada nos EUA. O país já contabiliza 16,2 milhões de infectados e os óbitos estão na casa dos 299 mil.  Nova York voltou a suspender jantares em restaurantes e bares a partir de hoje. A Alemanha deve entrar em regime de bloqueio rígido na quarta-feira. A Itália está considerando novas medidas durante os feriados de fim de ano. Singapura aprovou o uso da vacina da Pfizer e BioNTech e espera os primeiros embarques até o final do mês. No mundo, os casos ultrapassam os 72 milhões e 1,6 milhão de mortes. (Johns Hopkins / Financial Times)

MERCADOS HOJE

Na Ásia, os mercados fecharam sem direção definida. Os índices da Europa estão em alta, com a expectativa de avanços nas negociações do Brexit, assim como os futuros dos EUA apontam para uma abertura positiva. A libra esterlina está em alta de 1,6%. O ouro recua 0,88%, cotado a US$ 1.827 a onça. Hoje saem os dados da produção industrial da Zona do Euro e da China além do IBC-Br no Brasil. 

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