Ata do Copom tem perspectiva de inflação dentro da meta para 2021 e os últimos destaques

Quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

RESUMO DOS MERCADOS

Cotação DiaSemanaMêsAno
Ibovespa (pts)116.148,601,34%0,89%6,66%0,43%
Dólar PTAX (R$)5,09680,77%0,55%-4,41%26,45%
DI Jan 2025 (bps)5,83%-12-7-79-62
S&P 500 (pts)3.694,621,29%0,85%2,02%14,36%

BRASIL EM FOCO 

DESTAQUES

O otimismo global com a vacinação iniciando em alguns países e com a perspectiva de um pacote de ajuda nos EUA contribuiu para a valorização da bolsa brasileira cujo índice tem forte peso das ações mais ligadas ao ciclo econômico. Com a alta de ontem, o Ibovespa zerou as perdas do ano. O minério de ferro avançou 0,45% no porto de Qingdao, para US$ 155,07 a tonelada. No mês, o preço da commodity sobe 17,81% e, no ano, avança 68,32%.

ATA DO COPOM

O mercado estava de olho em como o Copom iria comunicar os próximos passos em relação ao forward guidance, visto a recente alta da inflação. Na ata, o Copom afirmou que observa uma convergência das expectativas e projeções de inflação para a meta. “Na avaliação do Copom, essa convergência pode ocorrer por duas razões: (i) elevação das expectativas e projeções para 2021; e (ii) mudança do horizonte, com aumento do peso relativo do ano-calendário 2022, para o qual as expectativas e projeções estão, no momento, suficientemente próximas da meta. Assim sendo, o Comitê decidiu adicionar à sua comunicação que, embora haja a possibilidade de o forward guidance ser retirado em breve, isso não implicaria mecanicamente aumento de juros”. 

Em live realizada pouco depois da divulgação da ata, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou que o forward guidance “diz que olharemos menos para o balanço de riscos e mais para o cenário básico” de inflação. Ele lembrou que, a princípio, a autoridade monetária estabeleceu o forward guidance com o “equilíbrio” entre o cenário básico e o quadro fiscal. O cenário básico do BC mostra a inflação em 3,4% em 2021 e 2022 – anos para os quais as metas são de 3,75% e 3,5%, respectivamente. (BC / Valor)

GOVERNO E STF

A AGU (Advocacia Geral da União) enviou pedido ao STF (Supremo Tribunal Federal) para que a Corte declare inconstitucional a prorrogação da desoneração da folha de pagamentos para 17 setores da economia. A desoneração permanecerá em vigor até o fim de 2021. Antes, iria expirar no fim deste ano, mas foi prorrogada pelo Congresso. O presidente Jair Bolsonaro vetou a extensão. Mas, em novembro, o veto do presidente foi derrubado por deputados e senadores e a medida seguiu para promulgação. A desoneração representa uma perda de receita de R$ 10 bilhões para a  União em 2021. (Poder 360)

PLANO MANSUETO

Ontem, a Câmara e o Senado aprovaram o PLP 101/2020, com normas para a recuperação fiscal de estados e municípios com dificuldades financeiras – o chamado novo Plano Mansueto.  A aprovação do texto principal por ampla maioria (381 votos a favor na Câmara e 55 no Senado), só  foi possível por acordo fechado entre os aliados do Planalto, parte da oposição e o centro independente. O PLP 101/2020 faz parte da agenda macroeconômica do governo e é uma pauta cara ao Paulo Guedes. (Agência Câmara)

ORÇAMENTO

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), afirmou nesta terça-feira (15) que o Congresso Nacional está “próximo de um entendimento” para aprovar o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) (PLN 9/2020) sem obstáculos. A equipe econômica atualizou a proposta (PLN 9/20) para estabelecer a meta de déficit primário para o próximo ano em R$ 247,1 bilhões — receitas menos despesas antes do pagamento de juros. Com isso, abandonou a ideia de meta flexível.  A LDO está na pauta da sessão conjunta do Congresso desta quarta-feira (16). Excepcionalmente neste ano, ela será apreciada diretamente pelo Plenário, sem o parecer da Comissão Mista de Orçamento (CMO).  (Agência Senado)

CORONAVÍRUS NO BRASIL

O Brasil registrou 964 mortes por Covid-19 em 24 horas e chegou ao total de 182 mil óbitos desde o começo da pandemia. O país já acumula 6,9 milhões de casos confirmados. (Ministério da Saúde)


OBSERVATÓRIO INTERNACIONAL 

DESTAQUES EXTERNOS

Nos EUA, os índices de Wall Street fecharam o dia com altas de mais de 1%, com a perspectiva da aprovação de um pacote de ajuda econômica pelo Congresso. 

PACOTE DE ALÍVIO

A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, e o líder republicano da Câmara, Kevin McCarthy, se reuniram por várias horas na terça-feira à noite, relatando o progresso nas negociações, mas ainda sem um acordo em mãos. Os principais líderes congressistas de ambos os partidos estão negociando os termos de um pacote de alívio que eles esperam anexar à legislação de gastos do governo que deve ser aprovada até o final da semana.  ( Bloomberg)

RESTRIÇÕES NA ITÁLIA

O ministério da saúde da Itália pediu que as restrições devido ao coronavírus fossem drasticamente apertadas para evitar uma “tragédia nacional”, depois que o escritório nacional de estatísticas ISTAT afirmou que as mortes neste ano seriam as mais altas desde a Segunda Guerra Mundial. ( Reuters)

FOMC

No radar, hoje, está a forma como o Federal Reserve irá comunicar seus planos para apoiar a economia, principalmente, como o banco central atuará na compra de títulos em grande escala. Desde setembro, quando o banco central americano atualizou sua orientação sobre quanto tempo deve manter as taxas de juros próximas de zero, as autoridades voltaram o foco para refinar um programa de compra de ativos, que começou em março, para estabilizar o funcionamento do mercado, e agora está focado em estimular o crescimento econômico. O Fed divulgará sua declaração de política monetária às 16h (horário de Brasília) junto com as novas projeções econômicas. O presidente Jerome Powell seguirá com uma entrevista coletiva às 16h30, na qual ele deve explicar quaisquer novas mudanças de política ou orientação. (WSJ)

CORONAVÍRUS

Nos EUA, o número de casos chegou a 16,7 milhões e as mortes ultrapassaram 303 mil. No mundo, são 73 milhões de infectados e 1,6 milhões de óbitos. (Johns Hopkins / Financial Times)

MERCADOS HOJE

Na Ásia, os mercados fecharam em alta. Os índices da Europa também operam no positivo, assim como os futuros dos EUA. Além do FOMC e da apreciação em plenário da LDO em Brasília, saem os resultados preliminares dos PMIs de diversos países e das vendas do varejo nos EUA.

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