Prorrogação do auxílio emergencial e os destaques da semana

Panorama Semanal de 8 a 12 de fevereiro*

DESTAQUES

O debate acerca da prorrogação do auxílio emergencial e o consequente impacto fiscal, bem como disputas político-partidárias, deram o tom do noticiário semanal no Brasil. A prévia do PIB de 2020, indicando um recuo de 4,05% na economia, é outro assunto de peso. No combate à Covid-19, a imunização pode desacelerar ou até parar nos próximos dias, por falta de doses no país. Por outro lado, destaque para a divulgação do grupo empresarial liderado por Luiza Trajano, em iniciativa que pretende destravar gargalos e vacinar toda a população até setembro. Lá fora, o pacote de estímulos americano e o processo de impeachment contra o ex-presidente dos EUA Donald Trump ganharam as manchetes na imprensa.

PRORROGAÇÃO DO AUXÍLIO EMERGENCIAL

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o governo estuda renovar o auxílio emergencial por três ou quatro meses a partir de março, e que isso está sendo acertado entre Executivo e Parlamento, “porque temos que ter responsabilidade fiscal”. Ele defendeu o benefício, mas afirmou que não pode ser eterno. 

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, disse que nada de concreto sobre a prorrogação do auxílio foi encaminhado ao Congresso, pressionando o ministro da Economia, Paulo Guedes. Guedes reagiu e disse que depende do Congresso a aprovação da chamada “PEC de Guerra”, para permitir o pagamento do benefício. O governo federal estaria estudando pagar três parcelas de R$ 200, com a proposta atrelada a medidas que entrariam na PEC do Pacto Federativo e novas regras fiscais. A criação de um novo imposto (a “Nova CPMF”) para custear o benefício foi descartada. 

DISPUTAS POLÍTICO-PARTIDÁRIAS


Na política, a cena foi protagonizada por DEM e PSDB. No DEM, acirrou-se a crise entre Rodrigo Maia e ACM Neto, após a derrota do ex-presidente da Câmara dos Deputados. Em paralelo, no PSDB, o governador de São Paulo, João Doria, tentou expulsar o grupo de Aécio Neves do partido, para absorver dissidentes do DEM, como Maia. Opositores de Doria o criticam por tentar controlar o PSDB.

No Executivo, Bolsonaro não convidou o vice Hamilton Mourão para reunião ministerial no Palácio do Planalto. Bolsonaro estaria atribuindo a Mourão o vazamento de informações à imprensa.

FALTA DE DOSES DA VACINA

Várias cidades do país já tiveram de interromper o processo de imunização por falta de doses, e outras estão prestes a fazê-lo. Enquanto isso, insumos chegam da China e da Índia, para Butantan (CoronaVac) e Fiocruz (Oxford/AstraZeneca), respectivamente. E a Pfizer pediu à Anvisa o registro definitivo de sua vacina, desenvolvida em parceria com a alemã BioNTech.Repercutiu também a notícia de que as vacinas contra Covid-19 da Covax Facility, iniciativa da OMS, não precisarão obter autorização emergencial pela Anvisa. A previsão é de 10 milhões de doses. No STF, o ministro Ricardo Lewandowski determinou que o Ministério da Saúde divulgue a ordem dos grupos prioritários para receber as doses das vacinas.

VACINAÇÃO NO MUNDO

A OMS recomendou, mundialmente, a vacina da AstraZeneca para a população acima de 18 anos. Nos EUA, a situação ainda é grave e preocupante, mas o número de casos continua a cair, assim como as hospitalizações e as mortes. A vacinação avança. Em outra frente, a F.D.A. aprovou um remédio da farmacêutica Eli Lilly.

ECONOMIA

Na Economia brasileira, as atenções se voltaram à divulgação, pelo Banco Central, do IBC-Br, indicador que é uma espécie de prévia do PIB do país. Segundo dados divulgados na manhã desta sexta-feira, o IBC-Br de 2020 recuou 4,05%. 


A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de autonomia do Banco Central, que segue agora à sanção presidencial.

Os números do varejo preocupam. As vendas caíram 6,1% em dezembro.

E a inflação medida pelo IPCA subiu 0,25% em janeiro.

AUMENTO DO PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS

Na cena corporativa, a Petrobras surpreendeu investidores e anunciou o aumento dos preços da gasolina, diesel e GLP.

EUA

Nos Estados Unidos, Jerome Powell, presidente do Fed (BC americano), afirmou que o mercado de trabalho dos EUA ainda está distante de uma recuperação – o que reforçou a importância de um pacote de estímulos robusto.

E está em andamento o processo de impeachment contra Trump, acusado de ter “reunido, inflado e incitado” o ataque ao Capitólio.

Na política externa dos EUA, o presidente Joe Biden conversou por telefone com o presidente da China, Xi Jinping. Biden expressou preocupação sobre políticas agressivas na área de direitos humanos adotadas por Pequim.


E a economia do Reino Unido recuou 9,9% em 2020, a maior queda em 300 anos.

No pregão desta quinta-feira, o Ibovespa fechou em alta de 0,73%, a 119.299 pontos. O dólar subiu 0,32%, cotado a R$ 5,388.

Obrigada, bom fim de semana e até o próximo Panorama Semanal.

*Dados atualizados até às 9h de 12/2.

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