Segundo Datafolha, 54% dos brasileiros reprovam governo Bolsonaro e os últimos destaques

Quarta-feira, 17 de março de 2021

RESUMO DOS MERCADOS

Cotação DiaSemanaMêsAno
Ibovespa (pts)114.018,80-0,72%-0,12%3,62%-4,20%
Dólar PTAX (R$)5,5851-0,79%0,38%0,99%7,47%
DI Jan 2025 (bps)7,35%-8-512170
S&P 500 (pts)3.962,71-0,16%0,49%3,98%5,50%

BRASIL EM FOCO 

DESTAQUES

O Ibovespa fechou em queda influenciado pela correção técnica de papéis ligados ao ciclo doméstico e também pela retração no valor das ações de Itaú, Bradesco e Banco do Brasil, que juntas representam 15% da carteira teórica do índice. Os investidores adotaram uma postura de cautela enquanto aguardam a decisão de hoje dos Bancos Centrais sobre as taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos.   

MARCO DO GÁS

A Câmara dos Deputados rejeitou todas as emendas do Senado e aprovou, na madrugada desta quarta-feira (17), o novo marco regulatório do setor de gás (PL 4476/20). Entre outras medidas, o texto prevê a desconcentração do mercado, ao impedir uma mesma empresa de atuar em todas as fases, da produção/extração até a distribuição. A proposta será enviada à sanção presidencial. (Agência Câmara de Notícias)

AUXÍLIO EMERGENCIAL

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), afirmou que a medida provisória, que viabilizará o pagamento do novo auxílio emergencial, será enviada ainda esta semana ao Congresso. A MP definirá os valores do benefício e o número de pessoas que serão contempladas. O acordo do Palácio do Planalto com o Legislativo era de que a medida fosse enviada logo após a aprovação da PEC Emergencial, promulgada na segunda-feira (15). Em seu Twitter, Bezerra ressaltou que o Executivo trabalhará em um programa de proteção social “robusto” e “dentro do teto de gastos”. (Valor )

REFORMA ADMINISTRATIVA

O deputado Darci Matos (PSD-SC), relator da reforma, afirmou que pretende aprovar o parecer de admissibilidade do texto na Comissão de Constituição e Justiça até o início de abril. Matos se reuniu com técnicos do Ministério da Economia e a expectativa é que o plano de trabalho seja apresentado ao colegiado hoje. ( Valor)

COMISSÃO MISTA DE ORÇAMENTO

A CMO do Congresso Nacional concluiu ontem a análise de 16 relatórios setoriais de despesas para a proposta orçamentária deste ano. Todos os pareceres foram aprovados na íntegra. Serão analisados ainda os relacionados a áreas temáticas. Além de incorporarem emendas parlamentares, os textos tratam das despesas discricionárias do Executivo, de R$ 92 bilhões que representa cerca de 6% de todos os gastos previstos para 2021. De acordo com o senador Marcio Bittar (MDB-AC), relator da proposta, “como está o Orçamento, poderá faltar recursos inclusive para o dia a dia dos ministérios”. As despesas previstas para a saúde chegam a R$ 136,8 bi, acima do mínimo constitucional de R$ 123,8 bi, e R$ 107,9 bi serão repassados a estados e municípios. O Bolsa Família irá atender R$ 15,2 milhões de famílias, dois milhões a mais que em 2020. Os gastos com educação serão de R$ 122,1 bi, ante o mínimo constitucional de R$ 55,6 bi.O relatório final deverá ser analisado no próximo dia 24 pelo Congresso, em sessão conjunta de deputados e senadores. ( Agência Câmara de Notícias)

MINISTÉRIO DA SAÚDE

O novo ministro da saúde, Marcelo Queiroga, empossado ontem, esclareceu que “a política não é do ministro da Saúde. O ministro da Saúde executa a política do governo”. Queiroga elogiou as ações do governo federal para combate à pandemia do coronavírus e ressaltou que dará continuidade ao trabalho desenvolvido pela pasta, que vem enfrentando os desafios impostos pela pandemia aos sistemas de saúde dos estados e municípios, além de acelerar a vacinação contra a doença. ( Poder360)

CAGED

O Ministério da Economia comunicou que o país gerou 260.353 empregos com carteira assinada em janeiro, sendo o melhor resultado da série histórica iniciada em 1992Todos os grupamentos de atividades econômicas apresentaram saldo positivo. O setor da indústria foi o grande destaque, com a geração de 90.431 novos postos de trabalho formais, seguido pelo setor de serviços (83.686). ( Ministério da Economia)

REJEIÇÃO À BOLSONARO

De acordo com a pesquisa DataFolha, 54% dos brasileiros avaliam como “ruim ou péssima” a atuação do presidente no enfrentamento da pandemia. Na pesquisa anterior, realizada em janeiro, eram 48% os que avaliavam negativamente o trabalho de Bolsonaro nessa questão. (Folha)

CORONAVÍRUS NO BRASIL

Nas últimas 24h foram registrados 83 mil novos casos e 2.841 mortes. Desde o início da pandemia, o país acumula 282 mil óbitos e 11 milhões de casos confirmados de Covid-19. (Ministério da Saúde)

OBSERVATÓRIO INTERNACIONAL 

DESTAQUES

Os índices em Nova York fecharam sem direção definida, com o Dow Jones e o S&P 500 em queda após anotarem recordes de fechamento consecutivos. Os dados econômicos abaixo do esperado pelo mercado prejudicou o desempenho das bolsas no país. A Europa fechou em alta apesar dos receios quanto à distribuição das vacinas no continente. Os investidores aguardam a decisão do FOMC sobre a taxa de juros que será divulgada hoje.

PLANO FISCAL DOS EUA

O plano fiscal a ser proposto pelo presidente Joe Biden contará com taxas mais altas sobre as corporações e americanos mais ricos, mas alivia as famílias de classe média ao não incluir neste aumento de impostos aquelas que ganham até US$ 110.000 ao ano. De acordo como diretor do Conselho Econômico Nacional, Bharat Ramamurti, um dos objetos do projeto é incentivar que grandes empresas e multinacionais aumentem seus investimentos no país. A expectativa é que Biden apresente o texto ao Congresso nos próximos meses. Os republicanos são contra a proposta. ( Bloomberg)

INDICADORES DOS EUA

produção industrial norte-americana apresentou retração de 3,1% em fevereiro, as estimativas apontavam para uma alta de 0,2% As fábricas foram afetadas pelo inverno rigoroso que trouxe desafios à cadeia de suprimentos do país. As vendas no varejo diminuíram 3% de acordo com o Departamento de Comércio. A mediana de previsões da Bloomberg era de -0,5%. 

VACINAÇÃO NA EUROPA

ministro da saúde britânico, Matt Hancock, disse que a vacina da Astrazenca é segura e solicitou que as pessoas compareçam aos postos de vacinação quando forem convocadas. Especialistas globais em saúde vem sofrendo uma pressão crescente para esclarecer questões quanto a segurança da vacina produzida pela farmacêutica. Suécia e Letônia se uniram aos Estados e suspenderam o uso do imunizante . A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) alegou estar investigando os relatos de distúrbios sanguíneos incomuns de cinco milhões de vacinados. A entidade divulgará as suas descobertas na quinta-feira (19), entretanto o chefe da organização, Emer Cooke, declarou não ver razão para mudar a recomendação da Astrazeneca. (Reuters)

ELEIÇÕES DE 2020

Segundo uma avaliação da inteligência dos Estados Unidos, líderes russos e iranianos ordenaram que seus governos tentassem influenciar as escolhas dos eleitores norte-americanos na eleição presidencial de 2020. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, teria autorizado uma série de operações de inteligência destinadas a prejudicar a campanha presidencial de Joe Biden e apoiar a reeleição do presidente Trump. Já o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, teria aprovado um esquema digital para minar a candidatura à reeleição do ex-presidente. 

De acordo com o relatório, a China não se esforçou para influenciar nenhum dos dois lados, pois ambos não seriam favoráveis ao governo de Pequim. O relatório constatou ainda que, apesar das tentativas, não foram encontrado indícios de que ” qualquer ator estrangeiro tenha tentado alterar algum aspecto técnico do processo de votação nas eleições americanas de 2020. (WSJ)  

CORONAVÍRUS NO MUNDO

Nos EUAos casos de Covid-19 já somam 29 milhões e as mortes ultrapassam 536 mil. No mundo são 120 milhões de infectados e 2,6 milhões de óbitos. (Johns Hopkins)
 HOJE: na Ásia, os mercados fecharam mistos. As bolsas europeias operam no negativo e os futuros de Wall Street não apresentam uma direção única. Na agenda de hoje, os investidores vão ficar de olho nas declarações de política monetária no Brasil e nos EUA.

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