Covid-19 batendo recordes no Brasil e os destaques da semana

Panorama Semanal de 15 a 19 de março*

PANDEMIA

A pandemia é o principal destaque da semana no noticiário. Em meio a um quadro classificado pela Fiocruz como o maior colapso sanitário e hospitalar da história, o número de casos e óbitos por Covid-19 no Brasil rompe recordes sucessivos e alarmantes. Foram cerca de 2.800 mortes em 24 horas. Segundo o Ministério da Saúde, até 5a-feira, foram registradas 287.499 mortes desde o início da pandemia. 

De acordo com a OMS, o país lidera as mortes e contaminações por Covid-19 no mundo.

LOCKDOWN 

Nos estados, com a ocupação dos leitos de UTI no limite ou além do limite, os governadores e prefeitos estão aumentando as restrições e medidas de isolamento, mas o governo do presidente Jair Bolsonaro apresentou uma ação ao Supremo contra as medidas restritivas, como os toques de recolher. Pesquisa DataFolha revelou que 54% dos entrevistados reprovam a gestão de Bolsonaro no enfrentamento à doença. 

Em Brasília, a PM prendeu manifestantes que, em uma faixa, chamavam Bolsonaro de “genocida”. Eles foram presos com base na Lei de Segurança Nacional. O assunto vem gerando polêmicas e embates nas redes sociais e esferas políticas e jurídicas. 

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Esta semana, assumiu o quarto ministro da Saúde desde o início da pandemia. O general Eduardo Pazuello foi substituído pelo médico Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Queiroga afirmou que a política de combate à pandemia “é do governo Bolsonaro, não do ministro da Saúde”. Em discurso, porém, defendeu o uso de máscaras pela população e o isolamento social, criticando as “aglomerações fúteis”. Não falou em lockdown, mas em melhoria no atendimento hospitalar e em vacinação em massa. 

VACINAÇÃO

Enquanto isso, a vacinação avança mas a passos lentos para ser “em massa”. O Instituto Butantan liberou mais dois milhões de doses da CoronaVac, e a Fiocruz entregou as primeiras 500 mil doses da vacina Oxford/AstraZeneca produzidas no país. 

Após relatos de efeitos colaterais e suspensão do uso da vacina da AstraZeneca em alguns países da Europa, a agência de saúde da União Europeia garantiu que o imunizante é seguro e efetivo, dando continuidade ao processo de imunização.

LULA 

Em entrevista à CNN, o ex-presidente Lula sugeriu que o presidente dos EUA, Joe Biden, doasse o excedente de vacinas a países que precisam. 

ECONOMIA

Na economia, destaque para os juros. O Banco Central aumentou a taxa de juros básica, Selic, em 0,75 ponto percentual, para 2,75% ao ano, a primeira alta desde 2015. O aumento foi maior do que o esperado. A decisão do Copom, com base nas projeções de inflação, foi unânime. Em tempos de estímulos econômicos, a decisão brasileira vai na mão contrária das principais economias mundiais. O Fed, banco central dos EUA, vai manter os juros próximos a zero até 2024, em decisão que também afetou o mercado. 

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central, IBC-Br, subiu 1,04% em janeiro, acima do esperado. Em janeiro também foram criadas 260.353 vagas com carteira assinada, no melhor resultado da série histórica, desde 1992. 

AUXÍLIO EMERGENCIAL

Bolsonaro assinou a MP que cria o novo auxílio emergencial, para os trabalhadores informais e quem recebe o Bolsa Família. O benefício, que será pago a partir de abril para cerca de 45 milhões de pessoas, será de quatro parcelas, de R$ 150, R$ 250 ou R$ 375, dependendo da família. 

BANCO DO BRASIL

André Brandão, que anunciou uma reestruturação no Banco do Brasil há algum tempo, renunciou à presidência do banco e sai no fim do mês. O governo indicou Fausto de Andrade Ribeiro, do BB Consórcios, para o cargo.

No pregão desta quinta-feira, o Ibovespa fechou em queda de 1,47%, aos 114.835 pontos. O dólar encerrou negociado a R$ 5,56, uma queda de 0,3%. 

Obrigada, bom fim de semana e até o próximo Panorama Semanal.

* Dados atualizados até as 10h do dia 19/3.

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