Bolsonaro faz mudanças no alto escalão em Brasília e os destaques da semana

Panorama Semanal de 29 de março a 1º de abril*

O novo recorde diário de mortes por Covid-19 no país, 3.950 em 24 horas, e as especulações sobre uma crise militar aberta a partir da reforma ministerial foram os destaques da semana no noticiário brasileiro.

MUDANÇA NOS MINISTÉRIOS

O presidente da República, Jair Bolsonaro, aparentemente para atender o Centrão, trocou seis ministros no início da semana. A deputada Flávia Arruda foi para a Secretaria de Governo, em substituição a Luiz Eduardo Ramos, que fica na Casa Civil. O delegado da PF Anderson Gustavo Torres assume o ministério da Justiça e André Mendonça, a Advogacia-Geral da União (AGU). O embaixador Carlos Alberto Franco França passa a comandar o Ministério de Relações Exteriores, no lugar de Ernesto Araújo, que enfrentava críticas de deputados e senadores e não se sustentou no cargo.

FORÇAS ARMADAS

Na Defesa, a demissão do general Fernando Azevedo e Silva, cujo posto ficou com Walter Braga Netto, gerou a substituição dos três comandantes das Forças Armadas, demitidos pelo novo ministro. Edson Pujol (Exército), Ilques Barbosa (Marinha) e Antônio Carlos Moretti Bermudez (Aeronáutica) deram lugar, respectivamente, a Paulo Sérgio Nogueira, Almir Garnier Santos e Baptista Júnior. As mudanças na Defesa abriram discussões e polêmicas a respeito de uma tentativa de golpe militar ou medida de exceção, com a politização das Forças Armadas. 

COVID-19

Março é o mês mais letal da pandemia no Brasil.  No que tange à vacinação, o ritmo continua lento. As instituições aguardam os insumos, e as estimativas iniciais das doses têm sido alteradas para cerca de metade. Um caso de Covid-19 com variante semelhante à da África do Sul foi confirmado em Sorocaba. Uma boa notícia é que a Anvisa aprovou o uso emergencial do imunizante da Janssen.

Referindo-se a um possível lockdown, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que “medidas extremas nunca são bem vistas”. Bolsonaro afirmou que é preciso deixar o povo trabalhar. Queiroga e Bolsonaro participaram da reunião do Comitê criado para combater a Covid-19.

ORÇAMENTO 2021

Sobre o Orçamento 2021, um grupo de deputados solicitou ao TCU a análise da proposta, que foi aprovada pelo Congresso. Os parlamentares argumentam que o texto “não reconhece como prioritárias as ações de saúde pública” e criticam o cancelamento de despesas obrigatórias, com consequências nas emendas parlamentares. O texto ainda vai à sanção de Bolsonaro. 

IMPOSTO DE RENDA

E a Câmara dos Deputados aprovou o adiamento do prazo de declaração do Imposto de Renda para julho. A proposta segue para o Senado.  

ECONOMIA

O IGP-M de março ficou em 2,94%, o mais alto para o mês desde 1994, e acumula 31,10% em 12 meses. 

Divulgada pelo IBGE, a taxa de desemprego registrou 14,2% no trimestre até janeiro. Embora o percentual tenha se mantido em relação ao trimestre anterior, é o mais alto para o período. São cerca de 14,3 milhões de desempregados.

O IBGE também divulgou a produção industrial de janeiro, que recuou 0,7%.

EUA

Nos EUA, houve um avanço no número de casos de Covid-19, apesar do forte ritmo de vacinação por lá. Entre os possíveis motivos dessa quarta onda da doença, está a presença de variantes do vírus, mais contagiosas. Na França, a população se prepara para o início de um terceiro lockdown nacional, com o objetivo de tentar conter o avanço no número de infectados.

Um grande destaque no noticiário americano é o plano de infraestrutura e criação de empregos de cerca de US$ 2 trilhões, com proposta de aumento de impostos sobre empresas. A intenção do governo Biden é aprovar a medida, que requer negociação com os republicanos, até agosto.

CANAL DO SUEZ

O Canal de Suez foi liberado após o desencalhe do navio que interrompeu a navegação em uma das regiões mundialmente estratégicas no transporte marítimo. 

BOLSA

No pregão desta quarta-feira, o Ibovespa caiu 0,18%, a 116.633 pontos. O indicador acumula alta de 6% em março. Nesta sexta-feira, a B3 não vai funcionar, devido à Semana Santa. O dólar comercial encerrou o pregão em queda de 2,32%, cotado a R$ 5,627.

Obrigada, bom fim de semana e até o próximo Panorama Semanal. 

* Dados atualizados até as 9h30 de 1º de abril

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