Projeção para o PIB e os últimos destaques

BRASIL  

 

O Ibovespa fechou abaixo dos 95 mil pontos, com queda de 0,58%. Na semana o índice caiu 1,82%, com as indefinições referentes à reforma da Previdência.

O dólar registrou queda de 0,17%, negociado a R$3,95. Na semana, o dólar teve alta de 0,14%. O mercado tem agido com muita cautela, tendo em vista a repercussão da guerra comercial entre EUA e China.

O DI com prazo de vencimento em janeiro de 2025, perdeu 2 bps e está a 8,53%.

Em entrevista à rádio bandeirantes, o Presidente Jair Bolsonaro revelou ter orientado o ministro Paulo Guedes a corrigir a tabela do imposto de renda pela inflação. “Hoje em dia, o Imposto de Renda é redutor de renda. Falei para o Paulo Guedes que no mínimo, este ano, temos que corrigir, de acordo com a inflação, a tabela para o ano que vem”, disse o Presidente.

De acordo com o Boletim Macro da FGV a projeção para o PIB 2019 é de 1,8%. O Banco Central havia projetado crescimento de 2,2%, portanto mostra um recuo na expectativa do PIB anual. O principal fator condicionante para a revisão baixista do crescimento do PIB no ano, foi a evolução aquém do esperado da indústria.

No tocante à reforma da Previdência, o Governo busca formas de melhorar a comunicação dentro do congresso e ainda tornar mais claro todo o processo para o trabalhador comum. O presidente Jair Bolsonaro publicou, em sua conta no Twitter, que é preciso aprovar uma reforma sem muitas modificações, pois isso faria com que o mercado [externo] tivesse mais confiança no Brasil.

O IPCA em abril registrou alta de 0,57%, abaixo da expectativa do mercado que era de 0,62%. O acumulado nos últimos 12 meses registrou alta de 4,9%. O preço da gasolina foi impactado pela alta do dólar e da cotação do petróleo no mercado internacional e subiu 2,66%. A inflação deverá desacelerar nos próximos meses, pois sairá da conta o mês de junho do ano passado que foi muito alto, por causa da greve dos caminhoneiros, e voltar para mais próximo do centro da meta de 4,25%.

 

INTERNACIONAL

A sexta-feira foi um dia positivo para o mercado acionário. Os investidores aproveitando as oportunidades. Na Ásia, o Shanghai Composite, registrou alta de 3,10% e o Hang Seng de 0,84%.

Mas o consolidado da semana não foi positivo. O S&P teve a pior semana em 2019, foram perdidos US$ 600 bilhões em valor de mercado e os índices futuros abrem em queda nesta manhã.

A semana terminou sem que os EUA e China chegassem a um acordo comercial e, conforme prometido por Trump na virada da semana passada, sobre os US$ 200 bilhões de produtos chineses foi aplicada alíquota de 25%.

A convicção de que as conversas estavam indo em boa direção está sendo dissipada. Os oficiais americanos devem dar mais detalhes sobre como vão aplicar a nova tarifa nos lotes de importações restantes ainda hoje. A resposta da China ainda é aguardada pelo mercado. Mais conversas entre as duas potências ainda devem ocorrer.

Nesse ambiente, os investidores continuam em busca da segurança nos títulos soberanos. O iene japonês também é um porto seguro em momentos de falta de direção como esse,  em está cotado a 109,77 por dólar.

O yuan chinês se desvalorizou, passando para 6,88 por dólar.

A guerra comercial entre EUA e China embaralhou novamente os mercados, sendo que muitos já perderam o canal de alta que tinham formado até então. A grande volatilidade no mercado chinês tem preocupado os traders, que buscam fazer operações de proteção para suportar a turbulência.

O presidente Trump tuitou novamente neste sábado e disse que seria mais positivos para China chegar a um acordo o quanto antes, pois as condições quando ele se reeleger em 2020 serão mais duras.

Essa semana, tem dados produção industrial e vendas no varejo da China.

Dólar R$ 3,95 -0, 17%
DI  Fut Jan/25 8,55%    -2 pbs
Ibovespa 94.257 pts -0,58%
S&P500 2.881 pts +0,37%

Fontes: Valor, Bloomberg, The Wall Street Journal, Reuters, The Economist, The Guardian, Sputnik

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